Além disso, a profundidade do canal de acesso será aumentada em até 16 metros.
O Governo do Estado de Santa Catarina, o Porto de São Francisco do Sul e o Porto de Itapoá lançaram um projeto para otimizar o acesso marítimo aos terminais do sudeste do Brasil.
Como parte de uma nova parceria público-privada, um projeto de dragagem foi planejado para ampliar e aprofundar o canal de acesso à Baía de Babitonga. O investimento estimado é de US$ 53 milhões e permitirá a atracação de embarcações de até 366 metros de comprimento, ante o limite atual de 336 metros. Além disso, a profundidade do canal será aumentada de 14 para 16 metros.
Com essa infraestrutura melhorada, os portos locais poderão acomodar navios Maxi-Neopanamax de 16.000 TEU em capacidade máxima, em contraste com os atuais navios Compact-Neopanamax de 14.000 TEU, que operam com restrições de calado. O porto de Itapoá, principal beneficiário do projeto, assumirá uma parcela significativa dos custos. A construção deve começar no final deste ano e ser concluída em 2026.
Em 2024, o Porto Itapoá movimentou um volume de 1,2 milhão de TEUs, o que representa um aumento de 19% em relação ao ano anterior. Entre as principais companhias marítimas que operam no terminal de contêineres “Tecon Santa Catarina”, em Itapoá, estão a Maersk, a CMA CGM e a MSC,
Atualmente, os maiores navios que operam no terminal são os navios “C-NPX” operados pela Cosco e CMA CGM, com capacidades de 14.100 e 13.300 TEUs, respectivamente, no serviço conjunto “ECSA”/”ESA2″/”SEAS2” para a Ásia. | MM