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26/02/2025

IRB(Re) apura lucro líquido de R$ 372,7 milhões em 2024

Resultado, que considera a Visão Negócio, supera em R$ 258,5 milhões valor apurado em 2023. No quarto trimestre de 2024, lucro líquido alcança R$ 112,4 milhões, alta de 196,9% em relação ao quarto trimestre de 2023. Resultado de subscrição fecha 2024 em R$ 451,8 milhões, crescimento de 191,4% ante 2023. Índice de sinistralidade fecha 2024 em 63,9%, registrando melhora de 6,1 p.p. na comparação com 2023. Índice combinado total de 101,2%, no ano passado, é 6,3 p.p. melhor que o verificado em 2023. Índice combinado da carteira Não-Vida foi de 96,8% em 2024, e de Vida fechou em 121,7%. Suficiência fecha o quarto trimestre de 2024 em 183%, 37 p.p. acima do verificado no quarto trimestre de 2023. Lucro líquido de 2024 apurado na metodologia IFRS 17 é de R$ 806 milhões.

O IRB(Re) registrou lucro líquido de R$ 372,7 milhões em 2024, alta de 226,2% frente ao resultado positivo de R$ 114,2 milhões apurado em 2023. Os números, divulgados no dia 25 de fevereiro (terça-feira), conforme a Visão Negócio, mostram evolução do ressegurador, que apurou lucro de R$ 112,4 milhões no quarto trimestre do ano passado (quarto trimestre de 2024), valor 196,9% maior que os R$ 37,9 milhões verificados no quarto trimestre de 2023. O bom desempenho foi influenciado pelo resultado de subscrição e o resultado financeiro e patrimonial.

—Em 2024, alcançamos um marco na companhia, encerrando o período de turnaround com crescimento no resultado operacional. Estamos falando mais do futuro, que do passado. Analisamos, agora, a empresa de uma forma diferente, considerando a carteira e a geografia. Do lado da carteira, podemos pensar que temos duas empresas: Vida e Não-Vida. Concluímos a revisão do portfólio de Vida e estamos prontos para implantar uma nova estratégia de rentabilidade. Já a carteira de Não-Vida doméstico está em velocidade de cruzeiro, e a Não-Vida internacional está no nosso foco em 2025— afirma Marcos Falcão, CEO do IRB(Re).

Considerando a divisão do portfólio de negócios, o lucro líquido da carteira Não-Vida do IRB(Re) fechou 2024 em R$ 394 milhões, ante resultado positivo de R$ 199 milhões em 2023. No quarto trimestre de 2024, Não-Vida registrou lucro líquido de R$ 74 milhões. Já em Vida houve redução do prejuízo de R$ 84 milhões, em 2023, para R$ 21 milhões no ano passado. No quarto trimestre de 2024, a carteira Vida teve resultado positivo em R$ 39 milhões.

Resultado de subscrição cresce 191,4% — O resultado de subscrição totalizou R$ 451,8 milhões no ano passado, superior em 191,4% aos R$ 155 milhões apurados em 2023. Considerando o quarto trimestre de 2024, o resultado de subscrição chegou a R$ 177,8 milhões frente aos R$ 105,1 milhões no quarto trimestre de 2023. —O nosso resultado é consequência da estratégia adotada pela companhia, sempre com foco na rentabilidade dos negócios, reforçando nossos diferenciais competitivos e fortalecendo a proximidade com os nossos clientes —diz Daniel Castillo, vice-presidente de Resseguros do IRB(Re).

— Para dar ainda mais visibilidade à qualidade da nossa carteira, vamos dar foco ao prêmio retido. O prêmio emitido é o prêmio aceito pelo IRB(Re), sem nenhuma dedução. Deste volume, cedemos uma parte para um retrocessionário. Quando subtraímos do prêmio emitido o prêmio retrocedido, ficamos com o prêmio retido, que é o que realmente é mantido dentro da companhia. Por isso, entendemos que esta foto representa melhor o prêmio do IRB(Re) —explica Castillo.

Em 2024, os prêmios retidos totalizaram R$ 4 bilhões, alta de 2,8% em relação a 2023. A participação de negócios firmados no Brasil passou de 69,2%, em 2023, para 71% do prêmio retido em 2024 (R$ 2,9 bilhões) – em linha com a estratégia de concentração de negócios no país. Patrimonial, que responde por 43% do prêmio retido total, registrou o maior crescimento (+52,7%), totalizando R$ 1,8 bilhão no ano passado. A alta do prêmio retido está em linha com o volume de prêmio emitido em 2024, que avançou 1,5% na comparação com um ano antes, somando R$ 6,6 bilhões.

—Crescemos, no ano passado, o prêmio retido doméstico em 5,5%, enquanto o internacional permaneceu constante. Embora continuemos com foco em América Latina, em 2024, diminuímos nosso volume de prêmios retidos, por não encontrar condições adequadas de preço. Para 2025, nossa estratégia será de concentrar nossos negócios em um número menor de clientes nessa região. Dessa forma, poderemos ofertar mais capacidade, mas com a precificação adequada— afirma Castillo.

Sinistralidade cai 6,1 p.p.

O índice de sinistralidade, em 2024, foi de 63,9%, incluindo o impacto das enchentes no Rio Grande do Sul. O valor é 6,1 pontos percentuais (p.p) menor que o obtido no ano anterior. No último trimestre do ano passado, a sinistralidade totalizou 64%, contra um índice normalizado de 62% no quarto trimestre de 2023.

Considerando a geografia, a sinistralidade dos contratos fechados no Brasil foi de 58,5% no ano passado, menor em 1,3 p.p. quando comparado com o total de 2023. Em termos nominais, o sinistro retido aumentou 3% fechando 2024 em R$ 1,6 bilhão. Já a sinistralidade no exterior encerrou 2024 em 76,5%, 11,6 p.p. inferior quando comparado com 2023. Em termos nominais, o sinistro retido somou R$ 902,4 milhões, redução de 32% em relação ao ano anterior. A boa performance da carteira Rural influenciou a menor sinistralidade em 2024.

O índice combinado total – que inclui sinistralidade, comissionamento e demais despesas – passou de 107,5%, em 2023, para 101,2%, em 2024, registrando queda de 6,3 p.p.. No quarto trimestre de 2024, foi de 98,8%, ante 102,7% no quarto trimestre de 2023. Considerando a divisão do portfólio de negócios, o índice combinado no segmento Não-Vida fechou 2024 em 96,8%, uma queda de 5.5 p.p. em relação a 2023. Analisando conforme a geografia, Não-Vida doméstico obteve 89% de índice em 2024, e Não-Vida internacional, 110%. Já o índice combinado de Vida fechou 2024 em 121,7%. “Observem que o índice combinado do Não-Vida doméstico já roda abaixo de 90%, entregando a rentabilidade esperada para este segmento”, destaca Castillo.

Resultado financeiro e patrimonial sobe 10,2% — O resultado financeiro e patrimonial da companhia no quarto trimestre de 2024 foi de R$ 109,1 milhões, totalizando R$ 604,5 milhões em 2024, maior 10,2% em relação ao ano anterior, quando alcançou R$ 548,7 milhões.

—Encerramos 2024, com um total de ativos sob gestão de R$ 9,2 bilhões, contra R$ 8,3 bilhões em 2023. A alocação destes recursos pode ser dividida entre aproximadamente 58% de ativos no Brasil e 42% no exterior. O resultado das nossas carteiras onshore e offshore foi de R$ 142,1 milhões no quarto trimestre de 2024—conta Paulo Valle, diretor-geral da IRB(Asset), braço de investimentos do ressegurador.

Suficiência nos indicadores regulatórios — O IRB(Re) deve observar dois indicadores regulatórios, conforme dispõe normativo da Susep, órgão responsável pela supervisão do setor de seguros e resseguros: Índice de Suficiência de Patrimônio Líquido Ajustado em relação ao Capital Mínimo Requerido (CMR) e o Índice de Cobertura de Provisões Técnicas. Em 31 de dezembro de 2024, a companhia apresentou suficiência em ambos os índices.

—A suficiência do patrimônio líquido ajustado em relação ao Capital Mínimo Requerido, que era apenas de R$ 18 milhões, em 2022, e de R$ 534 milhões, em 2023, é, atualmente, de R$ 894 milhões. Isso significa uma suficiência de 183%, alta de 37 p.p. em relação ao quarto trimestre de 2023. O resultado se deve, principalmente, à queda do capital mínimo requerido e ao aumento do patrimônio líquido ajustado. Já o Índice de Cobertura de Provisões Técnicas encerrou 2024 com suficiência de R$ 802 milhões— diz Eduarda de La Rocque, diretora de Controles Internos, Riscos e Conformidade do IRB(Re).

IFRS 17 — O IRB(Re), além de reportar seus números considerando a Visão Negócio da IFRS 4, utilizada pelo regulador setorial, a Susep, publicou seus resultados de 2024 em IFRS 17, metodologia adotada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A norma internacional, direcionada ao mercado de seguros e resseguros, traz novos conceitos, incluindo o valor do dinheiro no tempo.

Considerando a IFRS 17, o resultado da companhia em 2024 foi positivo em R$ 806 milhões, ante prejuízo de R$ 124 milhões em 2023. No quarto trimestre de 2024, o lucro líquido foi de R$ 182 milhões contra um prejuízo de R$ 106 milhões no quarto trimestre de 2023.

—Destaco o resultado da prestação de serviços de resseguro, que totalizou R$ 777 milhões frente a um prejuízo de R$ 326 milhões em 2023. Aumento observado, principalmente no segmento Não-Vida, com impacto de aproximadamente R$ 600 milhões no período. A receita com resseguros aumentou 4,5%, e a despesa com resseguro reduziu 6,4%. Além disso, o resultado obtido nas operações de retrocessão gerou uma variação positiva de R$ 558 milhões. Por fim, o resultado financeiro líquido teve aumento de R$ 285 milhões— afirma Falcão.