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27/03/2025

Do chorume à água cristalina

Tecnologias transformam líquido tóxico do lixo em água tratada.

Pioneira no Brasil em tratamento de chorume, líquido poluente, de cor escura e odor desagradável originado da decomposição da matéria orgânica, a Orizon iniciou a atividade em 2008, com a primeira planta de MBR (Membrane BioReacto) instalada no Ecoparque Nova Iguaçu.

O MBR é um processo de tratamento que considera as etapas Biológica (anóxico e aeróbio), Ultrafiltração e Nanofiltração. Por meio dele, os poluentes são degradados pelo sistema biológico. A ultrafiltração faz a separação dos sólidos e a Nanofiltração, o polimento final, com a separação de substâncias com alto peso molecular que não foram degradados pelas bactérias do sistema biológico, obtendo, assim, uma água própria para reuso interno. Atualmente este sistema está em funcionamento no Ecoparques Nova Iguaçu (RJ), Jaboatão dos Guararapes (PE), João Pessoa (PB) e está sendo implantado em Maceió.

Em 2014, a Orizon instalou no Ecoparque de São Gonçalo, a primeira planta de Osmose Inversa do país para tratar o percolado e chegar à sua purificação. Neste outro método, o chorume desce, por gravidade, pelas drenagens dos aterros e é direcionado às lagoas — obras de engenharia — onde é acumulado e tratado. A Osmose Reversa ocorre por meio de um processo de pré-filtragem, com acidificação de forma que todos os poluentes do chorume, chamados de rejeitos, são retidos em uma membrana especial devido à diferença de peso molecular.

Além de São Gonçalo, o sistema de Osmose Reversa já funciona nos Ecoparques Barra Mansa e Sergipe e está sendo instalado no Cerrado (GO).

—A água de reuso originada do tratamento do chorume é destinada é utilizada internamente na umidificação de vias das unidades, higienização das estações e dos equipamentos e à irrigação. Trata-se de uma prática sustentável que, além de garantir equilíbrio ao meio ambiente, oferece um ganho econômico à companhia —comenta Hamilton Amadeo, diretor de Gestão do Grupo Orizon.