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24/01/2025

Porto do Açu adere à iniciativa de ‘Transitioning Industrial Clusters’ do Fórum Econômico Mundial

A iniciativa Transitioning Industrial Clusters (TIC) conecta clusters industriais em todo o mundo para reduzir emissões enquanto impulsiona o emprego e o crescimento econômico. O principal complexo porto-industria de águas profundas do Brasil é o primeiro cluster signatário da iniciativa na América do Sul.

Davos-Klosters, Suíça — A Prumo Logística, grupo econômico responsável pelo desenvolvimento estratégico do Porto do Açu, juntamente com as empresas HIF e Fuella AS, ambas com contratos assinados no hub de hidrogênio do Açu, anunciou no dia 23 de janeiro (quinta-feira), a adesão à Iniciativa Transitioning Industrial Clusters (TIC) do Fórum Econômico Mundial.

A iniciativa reúne stakeholders dos setores público e privado de clusters industriais para reduzir emissões de dióxido de carbono equivalente (CO2e), impulsionando o crescimento econômico e a criação de empregos. Ao aderir, os membros participam de um movimento global para acelerar a transição de clusters industriais e alcançar o seu máximo potencial ambiental, econômico e social. Com a indústria sendo responsável por 30% das emissões globais de CO2e, os clusters industriais desempenham um papel crucial na transição energética e transformação industrial.

O Porto do Açu, um dos maiores investimentos privados em infraestrutura na América Latina, é uma peça-chave no crescimento econômico do Brasil, desempenhando um papel essencial na logística de minério de ferro, transbordo de petróleo bruto e geração de energia a partir de gás natural.

Com a adesão à iniciativa, o cluster de baixo carbono do Porto do Açu busca ser um líder na América do Sul ao oferecer soluções abrangentes de descarbonização para setores difíceis de abater. O cluster pretende atingir uma redução anual de 26,6 milhões de toneladas de CO2e até 2050, criar até 34.815 empregos e contribuir com um PIB anual estimado em US$ 12 bilhões.

A Prumo atuará como coordenadora do cluster de baixo carbono do Porto do Açu, apoiando o recrutamento de novos membros e contribuindo ativamente para o desenvolvimento da iniciativa.

Segundo Rogério Zampronha, CEO da Prumo, infraestruturas cruciais para o comércio global, como os portos, desempenham um papel essencial como elos em várias cadeias de abastecimento e serão fundamentais para a descarbonização de setores de difícil abatimento de emissões, como a indústria marítima e siderúrgica. —Aproveitando as vantagens competitivas do Brasil em energia renovável, biocombustíveis, biomassa e a infraestrutura de classe mundial do Porto do Açu – enquanto posicionamos o hidrogênio de baixo carbono e o carbono biogênico como vetores principais –, estamos comprometidos em impulsionar a transformação sustentável nos setores mais relevantes— completa o executivo.

O cluster prevê a produção de hidrogênio de baixo carbono, amônia verde e e-metanol, combinando energia renovável diretamente da rede com o desenvolvimento de uma planta solar e parques eólicos offshore. Além disso, inclui projetos para produção de combustível de aviação sustentável (SAF) e um hub para produção de HBI.

Para Roberto Bocca, chefe do Centro de Energia e Materiais do Fórum Econômico Mundial, à medida que a transição energética enfrenta desafios políticos, tecnológicos, humanos e financeiros, a colaboração pragmática e direcionada nunca foi tão necessária. —O cluster de baixo carbono do Porto do Açu é o primeiro membro latino-americano da iniciativa, fortalecendo uma forte rede de clusters industriais internacionais comprometidos em desenvolver um sistema energético seguro, equitativo e sustentável que fomente o crescimento econômico e a criação de empregos —disse.

—Operamos a primeira instalação de e-Fuels do mundo há mais de um ano, demonstrando que nossos combustíveis são uma solução real e concreta para combater as mudanças climáticas agora. Estamos entusiasmados com esta colaboração e acreditamos que o cluster de baixo carbono do Porto do Açu será um pilar fundamental na construção de um futuro sustentável—ressalta Victor Turpaud, CEO da HIF Latam.

A Fuella AS está entusiasmada por fazer parte do cluster do Porto do Açu, avalia Thorsten Helms, diretor executivo da companhia, visto que a iniciativa está alinhada ao seu compromisso de fornecer soluções de hidrogênio e amônia verde para setores difíceis de descarbonizar. —Ao aproveitar o potencial de energia renovável do Brasil, estamos a contribuir coletivamente para a transição global para combustíveis livres de emissões— finaliza.

Prumo — A Prumo Logística é um grupo econômico multinegócio responsável pelo desenvolvimento estratégico do Porto do Açu. É controlada pela EIG, um investidor institucional líder nos setores globais de energia e infraestrutura, e pela Mubadala Investment Company, um investidor ativo e inovador que aloca capital em diversos segmentos. | www.prumologistica.com.br/en

HIF Global — A HIF Global é a líder mundial em e-Combustíveis, desenvolvendo projetos em todo o mundo para converter energia renovável em e-Combustíveis quase carbono neutro que podem ser utilizados nos motores já existentes. O nome HIF representa a missão da empresa: fornecer combustíveis altamente inovadores para viabilizar a descarbonização do planeta. A HIF produz e-Combustíveis em suas instalações HIF Haru Oni, no sul do Chile, e está desenvolvendo instalações de e-Combustíveis em escala comercial nos Estados Unidos, Uruguai, Austrália e Chile. | www.hifglobal.com.

Fuella — Fuella é uma plataforma de hidrogénio na vanguarda da transição energética. Estamos a desenvolver, construir e operar fábricas de hidrogênio verde e de amoníaco verde, entre outras, a primeira fábrica de amoníaco verde em grande escala na Europa. Fundada em 2020 por um grupo de profissionais experientes em energia com a missão clara de moldar ativamente a transição energética, fornecendo combustíveis verdes às indústrias pesadas. Estamos convencidos de que o futuro dos combustíveis é livre de emissões e que o hidrogénio verde e o amoníaco verde têm um papel fundamental a desempenhar na consecução deste objetivo, em setores difíceis de reduzir, como a energia, os transportes e a indústria. Apoiados e trabalhando em conjunto com parceiros comerciais, financeiros e tecnológicos de classe mundial, estamos confiantes de que alcançaremos os nossos ambiciosos objetivos. Juntos, estamos desenvolvendo e construindo um pipeline de projetos, com nossos parceiros comprometidos.